Caja de Profesionales ou BPS: onde aporta um profissional universitário
Se você tem diploma universitário e exerce, provavelmente aporta à Caja de Profesionales (CJPPU), não ao BPS. Quem, quando e quanto — com fontes oficiais.
Muitos formados acham que pagam ao BPS como qualquer autônomo. Mas se você exerce uma profissão universitária, o mais provável é que o seu aporte vá à Caja de Profesionales Universitarios (CJPPU), não ao BPS. É uma confusão cara — explicamos de forma simples.
Dois fundos diferentes
No Uruguai convivem várias caixas de seguridade social. O BPS é a geral (indústria, comércio, dependentes, monotributo). A CJPPU é uma caixa paraestatal específica para profissionais com diploma universitário que exercem a profissão. Não dá para escolher: depende da atividade que você faz.
Quem aporta à Caja?
Se você exerce a profissão de forma livre, o aporte à CJPPU é obrigatório. E “exercer” é mais amplo do que parece: a lei considera que você exerce mesmo só estando em condições de fazê-lo. Veja a definição oficial:
A lei define o “exercício livre” assim de amplo:
«se considera que un profesional con título universitario ejerce su profesión en forma libre, no sólo cuando realiza actos concretos relativos a la misma, sino también cuando está en disponibilidad de realizarlos»
Em português: considera-se que um profissional com diploma universitário exerce a profissão de forma livre não só quando realiza atos concretos relativos a ela, mas também quando está em condições de realizá-los.
Lei N.º 17.738 (CJPPU) — IMPOhttps://www.impo.com.uy/bases/leyes/17738-2004Categorias e salário ficto
Você não aporta sobre o que fatura, mas sobre um salário ficto conforme uma categoria. A carreira tem dez categorias que sobem com os anos de exercício:
E sobre como se calcula o aporte:
«La carrera profesional consta de diez categorías, a cada una de las cuales le corresponde un sueldo ficto mensual»
Em português: A carreira profissional consta de dez categorias, a cada uma correspondendo um salário ficto mensal.
Lei N.º 17.738 (CJPPU) — IMPOhttps://www.impo.com.uy/bases/leyes/17738-2004Se você não exerce: o “no ejercicio”
Tem o diploma mas não exerce? A lei exclui quem, podendo exercer livremente, opta por não fazê-lo. Nesse caso você pode declarar o não exercício (no ejercicio) à Caja para não gerar aportes enquanto não exercer. Confirme o trâmite e as condições vigentes com a CJPPU:
CJPPU — Caja de Profesionales Universitarioshttps://www.cjppu.org.uy/E o BPS, então?
O BPS continua aplicando às atividades que não exigem o seu diploma — por exemplo, se você também tem um comércio ou uma atividade não profissional. Por isso você pode acabar aportando às duas caixas, mas por atividades diferentes. A chave é separar: o profissional vai à Caja; o não profissional, ao BPS.
Onde você aporta, num relance
| Sua situação | Onde você aporta |
|---|---|
| Você exerce a profissão universitária (livre) | CJPPU (Caja de Profesionales) |
| Tem o diploma mas não exerce | Declaração de não exercício (CJPPU) |
| Atividade que não exige o diploma (comércio, etc.) | BPS |
Em resumo: se você exerce uma profissão universitária, a sua aposentadoria e aportes vão à Caja de Profesionales, não ao BPS — e isso vale até por estar em condições de exercer. O Tributo hoje cobre o lado BPS/DGI; se você é profissional CJPPU, verifique a sua categoria e obrigações diretamente com a Caja.